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domingo, 28 de abril de 2013

CHOCOLATE DA BAHIA DÁ NOVO ALENTO AO CACAU

Chocolate da Bahia dá novo alento ao cacau

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Imagem Ilustrativa

O diretor geral da Biofábrica do Cacau, Henrique Almeida, e também membro da Associação de Produtores de Cacau (APC), está a cada dia mais otimista com as conquistas que os produtores de chocolate baianos estão tendo no mercado brasileiro e internacional. Desde que os produtores de cacau passaram a dar mais atenção à qualidade do produto e à industrialização do chocolate, após o advento da vassoura de bruxa, um novo alento surgiu para a cacauicultura.

A realização anual do Festival do Chocolate em Ilhéus, a participação da Bahia no Salão do Chocolate de Paris, a mobilização dos próprios cacauicultores pelo soerguimento da lavoura e até o surgimento do Aleluia Ilhpeus Festival, na semana santa, são indicativos de que o cacau baiano busca novos espaços de negócios para sobreviver.

A própria mídia nacional tem mostrado reportagens sobre o novo valor atribuído ao cacau fino baiano pelo mercado do chocolate. Fazendeiros como o próprio Henrique Almeida, João Tavares, Diego Badaró, Durval Libânio, Raimundo Mororó, entre outros, que decidiram agregar ao cacau a origem da Mata Atlântica, aliado ao cultivo cabruca, estão conseguindo se associar a chocolateiros e produzir diretamente para marcas já consagradas.

Durante o Aleluia Ilhéus Festival foi possível constatar outros produtores de chocolates da região que também apostam no chocolate com cacau originários do Sul da Bahia, É o caso da produtora Diva Pol Landemberger, da marca Chocolates de Itacaré, que possui 30 funcionários e processa 60 quilos de chocolate por dia. A Associação dos Agricultores do Rio de Engenho e a Cooperativa dos Produtores de Cacau Fino, também presentes ao Festival, apostam nesse novo momento para a lavoura.

Por outro lado, em recente audiência com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Gerardo Fontelles, representantes de entidades ligadas à lavoura cacaueira e agricultura familiar na Bahia, fizeram reivindicações para o fortalecimento do agronegócio do cacau. 





sexta-feira, 29 de março de 2013

SEMINÁRIO DEBATE PROMOÇÃO DO CHOCOLATE

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A palestra "Cidades Anfitriãs", do professor Geraldo Castelli, fundador da primeira faculdade de hotelaria do país, no Rio Grande Sul, abriu, na noite de quarta-feira, 27, o Seminário Florestas de Chocolate, em Ilhéus.

O seminário visa integrar o trade turístico com os produtores de chocolate gourmet e a cadeia produtiva do cacau, visando a qualificação do destino Ilhéus e a promoção do Chocolate Brasil.

Ao elencar os atributos de uma cidade anfitriã, Geraldo Castelli destacou a importância da hospitalidade. “O conceito de hospitalidade percorre um longo e precioso caminho. Não basta apenas receber bem o turista".

"É preciso, também, hospedá-lo, tornando-o íntimo das nossas ruas, praças, praias, museus e avenidas. Na sequência, é preciso cuidar, entreter e alimentá-lo, através do que existe de melhor em hotéis, bares e restaurantes”.

Por último, Castelli defendeu que também é necessário saber despedir-se do turista, no sentido de criar com ele um vínculo para que “a cidade seja capaz de fidelizar seus visitantes.”

Além de “Cidades Anfitriãs”, o seminário contou com palestras de Durval Libânio, presidente do Instituto Cabruca; Juarez Valduga, da vinícola Casa Valduga; Antônio Zugaib, da Ceplac e Edival Souza, superintendente do Sebrae.(A região)

sábado, 23 de março de 2013

BAHIA PARTICIPA DO SALON DU CHOCOLAT NA SUÍÇA, COM ATRAÇÕES CULTURAIS E ARTÍSTICA

A Bahia se prepara para receber uma nova edição do Salon du Chocolat, ainda este ano.

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A Bahia, por meio de representantes do Governo, participa do Salon du Chocolat, em Zarique, maior cidade da Suíça. Com um estande que concentra uma série de atrações culturais, artística e também relacionado a mega eventos esportivos.

O Salon du Chocolat, maior evento mundial dedicado ao chocolate, já recebeu cerca de três milhões de visitante, em 17 anos, em suas várias edições, inclusive em Salvador, na Bahia, objetivando proporcionar encontro entre os produtores de cacau, além da industria de chocolate, potencias investidores e consumidores. O evento possibilita também divulgação pelos pequenos e grandes produtores, os melhores e mais variados chocolates.

A presença e participação baiana busca promover internacionalmente a Bahia que sediará grandes eventos esportivos em 2013 e em 2014, Copa do Mundo de Futebol da FIFA Brasil 2014.

Estavam presentes na abertura da cerimônia representantes Baianos das secretarias estadual para Assunto da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 (Secopa), para assuntos Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri), do Turismo (Setur) e da Campanha de Desenvolvimento de Ação Social (Car).Redação: Itacaré Agora

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ITACARÉ: ACONTECERÁ EM ILHÉUS O III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU

                      O Congresso

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Com a desestabilização da economia da Região Cacaueira da Bahia ocasionada, principalmente, pela queda do preço do cacau e agravada pela disseminação da vassoura-de-bruxa, doença introduzida no Estado na década de 1980, a cacauicultura baiana declinou. A perda de produtividade causada pela doença, associada a baixo preço do produto no mercado internacional, contribuíram para a acentuada descapitalização dos agricultores. Neste período grandes áreas plantadas com cacaueiros foram abandonadas ou utilizadas para outras atividades agrícolas.

Nas ultimas décadas, a maioria dos produtores que continuaram na atividade cacaueira, não dispondo de recursos para investimento, aplicou pouca ou nenhuma tecnologia, transformando suas plantações em áreas mal manejadas e de baixa produtividade. A diminuição da produtividade afetou todos os segmentos da cadeia produtiva do cacau. No entanto, considerando-se que a produção de cacau é uma atividade de mão de obra intensiva, os trabalhadores rurais, que não mais encontrarem afazeres nas lavouras, migraram para as cidades da região, aumentando a miséria e as mazelas sociais nessas urbes.

Adicionalmente, grande parte das plantações de cacau apresenta densidades populacionais baixas (menor que 600 plantas/ha) e variedades susceptíveis à vassoura de bruxa. Como consequência da falta de aplicação de tecnologias e controle da doença a produtividade é baixa e muitas vezes não passa de 400 kg/ha. Apesar dos esforços da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) para encontrar soluções tecnológicas economicamente viáveis para o controle da enfermidade, a situação atual é ainda incerta. Todavia, as soluções tecnológicas que poderiam possibilitar produtividades acima de 1500 kg/ha não são aplicadas por serem consideradas “caras” e por escassez de recursos financeiros para a sua implementação.
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Entretanto, há uma discussão de que o uso de tecnologias de baixo impacto ambiental, conservação dos solos e de recursos hídricos, valorização da diversidade vegetal e animal seriam alternativas viabilizadoras do cultivo do cacau nas condições atuais. No entanto, a adoção desse manejo agroecológico das plantações de cacaueiros necessita de pessoal capacitado que conheça a complexidade das interações desse agrossistema. Este requerimento se complementa com urgentes aportes de recursos financeiros para o estudo, adaptação e geração de tecnologias de baixo impacto e de baixo custo. Por outro lado, cultivos em ambientes de topografia movimentada geralmente requerem uso intensivo de mão de obra e pouca mecanização. Assim, baixa mecanização e falta de mão de obra dificulta o manejo da cultura, que em grande parte, está também sombreada excessivamente pelas árvores da Mata Atlântica e, consequentemente, com baixa produtividade. O cacaueiro cultivado sob a sombra da Mata Atlântica, sistema conhecido como cacau cabruca, dificilmente se sustentará economicamente no médio prazo, a menos que tecnologias que proporcionem formas de manejo garantidoras de produção e políticas públicas que contemplem remuneração pelos serviços ambientais que os agricultores, que mantém essas áreas, justamente merecem.

A expansão das fronteiras agrícolas no Brasil tem sido uma realidade, principalmente com frutíferas e grãos. O cultivo do cacaueiro, por questões climáticas (chuvas regulares), tem se limitado a região amazônica e as regiões sul da Bahia e norte do Espírito Santo. No entanto, existem experiências com fertirrigação bem sucedidas na Chapada Diamantina e no Sul da Bahia (Tabuleiros Costeiros) onde o cacaueiro atinge elevadas produtividades em áreas consideradas escapes para as principais doenças.

A expansão da cacauicultura para áreas não tradicionais pode gerar aumento de divisas para o país, seja pela diminuição da importação, seja pelo aumento de produção e, possibilitará ao Brasil retornar ao papel de exportador de cacau. Além disso, é uma forma de inclusão social nas comunidades carentes por gerar emprego e renda.

No contexto de inovação tecnológica para a cacauicultura, o III Congresso Brasileiro do Cacau se propõe discutir amplamente o aprimoramento da cadeia produtiva de cacau, a produção de cacau sobre a égide da conservação produtiva e a produção do cacaueiro em regiões não tradicionais de cultivo. Propõe-se também discutir estratégias técnicas, financeiras, políticas e institucionais para dar suporte ao cultivo comercial do cacaueiro, por meio de uma série de metas de natureza técnica, econômica e política, que deverão nortear o futuro da lavoura cacaueira.
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Fonte: Assessoria de Comunicação da Ceplac.

 
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