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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

TCM denunciou quatro ex-prefeitos ao MP por causa de parceria com o Instituto Brasil


O Instituto Brasil Preservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável recebeu, entre os anos de 2005 e 2008, nada menos que R$28,6 milhões de quatro prefeituras de municípios baianos, cujos prefeitos foram denunciados ao Ministério Público Estadual, multados e instados a devolver recursos aos cofres públicos pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Os municípios que firmaram parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) para finalidades diversas, que vão desde a elaboração de projetos arquitetônicos a “ações transformadoras sócio-sanitárias”, foram Paulo Afonso, Camaçari, Lauro de Freitas e Madre de Deus. Destes, o único caso em que ainda cabe recurso no TCM é o de Lauro de Freitas. Os demais já transitaram em julgado.

Somente com o município de Paulo Afonso, durante a gestão do prefeito Raimundo Caires Rocha (PSB), o Instituto Brasil assinou um Termo de Parceria no valor de R$15.162.297,32 para “ações nas áreas de Saúde e Educação” nos exercícios de 2006 e 2007. Auditoria realizada por técnicos do TCM, no entanto, chegou à conclusão que o objetivo era mesmo a terceirização de mão de obra, de modo a burlar a exigência de concurso público. E, mesmo, assim a prefeitura só conseguiu prestar contas de apenas R$8.934.448,95 do total repassado à OCIP. Por isso, por sugestão do conselheiro relator, Paolo Marconi, os demais conselheiros do TCM, no julgamento, exigiram do ex-prefeito Raimundo Caires Rocha o ressarcimento aos cofres municipais um total de R$6.227.848,37, aplicaram-lhe uma multa de R$32.152,00 e determinaram que fosse feita representação ao Ministério Público Estadual para apuração de possível crime de improbidade administrativa.

O ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), que assinou convênios com o Instituto Brasil ao longo dos anos de 2005 a 2007, em julgamento no TCM, em agosto de 2012, foi multado em R$ 15 mil e instado a devolver ao erário R$737.455,19 por pagamento indevido por serviços não prestados e não prestação de contas de pagamentos efetuados à OSCIP. Além disso, foi denunciado ao Ministério Público Estadual para investigação de possível crimes contra a administração pública. No caso de Camaçari, o Instituto Brasil foi contratado para “elaboração de projetos arquitetônicos de escolas”.

Do município de Madre de Deus o Instituto Brasil recebeu, por conta de convênio assinado em setembro de 2006 um total de R$1.056.000,00. A prefeita à época era Eranita de Brito Oliveira (PMDB), que, segundo apurou os técnicos do TCM, utilizou parte dos recursos para a contratação de agentes de trânsito e recadastradores imobiliários, burlando a legislação que exige a realização de concurso público. O convênio, formalmente, neste caso seria para a realização de “ações transformadoras sócio-sanitárias e culturais” e para o “fomento da economia solidária, a educação, a saúde e o desenvolvimento da assistência social e preservação do meio ambiente. No julgamento, o TCM determinou que a ex-prefeita devolvesse aos cofres públicos R$960 mil, aplicou uma multa de R$30.852,00 e formou representação contra ela no Ministério Público.

Como nos casos anteriores, o relator do processo no TCM foi o conselheiro Paolo Marconi, que também determinou auditoria no convênio firmado entre o Instituto Brasil e a prefeitura de Lauro de Freitas e que vigorou entre os anos de 2005 a 2008, durante a gestão da ex-prefeita Moema Gramacho (PT). O Convênio permitiu a transferência para a OSCIP de R$7.083.268,00. Os objetivos eram diversos. Desde a capacitação, treinamento e atualização dos profissionais da educação, manutenção de escolas, ao desenvolvimento profissional de adolescentes, passando pela fabricação de artefatos de couro e tecidos. Os técnicos do TCM tiveram dificuldades em comprovar alguma prestação do serviço, e, no julgamento, Moema Gramacho foi multada em R$15 mil e instada a devolver aos cofres municipais R$1.313.389,37. Além de ser denunciada ao Ministério Público. Neste caso o TCM ainda poderá apreciar a matéria, uma vez que cabe recurso da decisão.

Postado por Itacaré Agora.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ILHÉUS:EBDA INICIA COOPERAÇÃO TÉCNICA NA PENITENCIÁRIA LAFAIETE COUTINHO

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A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), e a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) firmaram quarta-feira (20) um convênio de cooperação técnica, logística e capacitação profissional. A ação aconteceu na Penitenciária Lafaiete Coutinho e visa ampliar para todo o estado trabalhos da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) desenvolvidos pela EBDA em penitenciárias, com a implantação de hortas agroecológicas. 

Com o convênio, a EBDA vai promover a educação ambiental e alimentar, além de incentivar o trabalho comunitário e a cidadania para centenas de internos da penitenciária, que também contarão com apoio e capacitação para implantação de hortas, que contribuem no processo de ressocialização de cada um deles. 

Em trabalho conjunto com a EBDA, a Seap verificou que algumas áreas nos presídios baianos estavam disponíveis para realização de ações de ressocialização envolvendo a agropecuária. 

Até janeiro de 2014, serão desenvolvidos pela EBDA diagnósticos participativos, vistorias técnicas para elaboração e acompanhamento de projetos agropecuários e de silvicultura (ciência que se ocupa das atividades ligadas à implantação e regeneração de florestas), capacitação técnica de internos e egressos, realização de palestras técnicas/educativas, divulgação dos trabalhos técnicos realizados e seus resultados nas demais unidades prisionais da capital, como a Penitenciária Lemos Brito, Presídio Salvador, Conjunto Penal Feminino, Casa do Albergado e Egressos, além dos conjuntos penais de Lauro de Freitas, Simões Filho, Feira de Santana, Jequié, Teixeira de Freitas, Valença, Juazeiro e Itabuna, como também nos presídios de Vitória da Conquista, Ilhéus, Esplanada, Eunápolis e Paulo Afonso.

Na ocasião, foi entregue pela EBDA um triturador de resíduos orgânicos que proporcionará a produção de compostos com a utilização de sobras dos alimentos gerados pelo restaurante da Penitenciária Lafaiete Coutinho, misturados com material resultante da limpeza diária das áreas externas (folhas secas), que servirão na adubação da horta local.

Os internos Manoel da Cruz Santos e Natanael da Silva Lima trabalham na horta da Lafaiete Coutinho e cultivam couve, alface, coentro, salsinha, pimenta e outros legumes. Além do cultivo da horta, eles aprenderam outras atividades. “Eu já trabalhava com a terra antes de vir pra cá, mas com a capacitação técnica da EBDA aprendi formas de cultivar com mais qualidade e aumentar a produtividade. Além disso, é uma boa terapia”, disse Manoel.Secom/BA.

 
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